Por que a pergunta “in-house ou agência?” ficou errada em 2026
A maioria das empresas ainda discute in-house ou agência como se estivesse em 2018.
Compara salários com mensalidades, headcount com entregáveis e volume de posts com número de campanhas.
Em 2026, essa comparação não só é limitada: ela é perigosa.
O marketing passou a operar em um cenário dominado por IA generativa, múltiplas camadas de busca (SEO, AEO, GEO), jornadas fragmentadas e pressão crescente por previsibilidade de receita. Nesse contexto, a pergunta correta deixou de ser “quem executa” e passou a ser:
Qual modelo de operação consegue transformar investimento em crescimento previsível, com governança, dados e integração real com vendas?
MAZ
Empresas que ignoram esse reenquadramento até podem produzir mais conteúdo ou rodar mais mídia, mas fazem isso sem transformar esforço em ativo de negócio.
O que significa escolher entre in-house e agência em 2026 (definição clara)
Escolher entre in-house e agência em 2026 significa decidir qual estrutura sustenta crescimento previsível, considerando IA, dados, funil, operação comercial e Custo Total de Propriedade, e não apenas execução de campanhas.
Essa definição muda completamente o critério da decisão.
Não se trata de produção, mas de arquitetura de crescimento.
O erro central: comparar custo visível e ignorar governança
O erro mais comum nessa decisão é focar apenas no custo aparente.
Empresas comparam:
- salário CLT x fee mensal,
- número de pessoas x número de entregas,
- volume de posts x volume de anúncios.
O que fica fora da conta é justamente o que mais pesa no resultado: governança de funil, integração com vendas, uso inteligente de dados e maturidade operacional.
Sem isso, tanto o time in-house quanto a agência se tornam centros de custo bem-intencionados, mas desconectados da receita.
A conta invisível do time in-house
1 - Custo Total de Propriedade vai muito além da folha
Montar um time interno raramente custa apenas o salário.
A conta real inclui:
- encargos trabalhistas, benefícios, férias e 13º;
- ferramentas de CRM, automação, BI, mídia e IA;
- treinamento contínuo em IA, SEO, AEO e GEO;
- tempo de ramp-up e risco de ociosidade.
Na prática, o Custo Total de Propriedade de um time sênior costuma ser muito maior do que o valor percebido inicialmente.
2 - Dependência de poucas cabeças e risco operacional
Outro ponto crítico é a concentração de conhecimento.
Em 2026, marketing exige fluência em:
- SEO clássico + conteúdo preparado para IA;
- mídia integrada a funil e CRM;
- dados, automações e operação comercial.
Concentrar tudo isso em uma ou duas pessoas cria um risco estrutural: basta uma saída para a operação perder consistência.
3 - Ilhas de marketing desconectadas do funil
Times internos também tendem a responder a múltiplos stakeholders.
Sem governança clara, o marketing vira atendimento de demandas e não gestão de crescimento.
O resultado costuma ser:
- leads sem critério,
- campanhas sem follow-up,
- relatórios que não conversam com receita.
Muito esforço, pouco impacto previsível.
A conta invisível da agência tradicional
1 - Quando a agência vende mídia, não crescimento
Do outro lado, muitas empresas já viveram a experiência da agência que:
- entrega relatórios bonitos, mas não conecta com receita;
- domina tráfego, mas não entende funil ou ciclo de vendas;
- pensa em campanhas, não em Ciclo de Receita.
Nesse modelo, aumentar investimento só acelera um sistema que já está desalinhado.
2 - Falta de integração com vendas e dados
Agências tradicionais costumam operar fora do CRM, fora das conversas de SLA e fora das decisões comerciais.
Sem essa integração, a agência permanece como fornecedora de comunicação e não como parte do sistema de crescimento.
O impacto da IA, AEO e GEO na decisão
A partir de 2025, a busca deixou de ser apenas sobre cliques.
Ela passou a ser sobre intenção e recomendação.
Modelos de IA passaram a:
- resumir conteúdos,
- citar fontes,
- recomendar marcas.
Isso exige uma mudança estrutural.
1 - Estratégia AI-first deixou de ser diferencial
Conteúdo precisa nascer preparado para:
- SEO (indexação),
- AEO (responder perguntas),
- GEO (ser citado por IA).
Isso vale para blogs, páginas de serviço, cases e materiais proprietários.
2 - O site volta a ser ativo estratégico
Em um cenário de GEO, o site deixa de ser portfólio e vira fonte primária de aprendizado para IA, uma vez que exige consistência, método e visão de longo prazo, não ações pontuais..
Como fazer a conta certa: métricas, funil e governança
1 - Comece pela meta de receita
Antes de escolher modelo, a empresa precisa responder:
- qual é a meta de receita;
- qual é o ticket médio;
- qual é o ciclo de vendas;
- quanto de pipeline precisa ser gerado.
A estrutura de marketing deve nascer dessas respostas, não do orçamento disponível.
2 - Compare três cenários reais
A análise madura compara:
- 100% in-house
- 100% agência tradicional
- Modelo híbrido (parceira de crescimento)
O critério não é quem custa menos, mas quem:
- reduz risco,
- acelera aprendizado,
- aumenta previsibilidade.
O papel de uma parceira de crescimento em 2026
Uma parceira de crescimento não entrega apenas peças. Ela ajuda a desenhar o sistema.
Isso envolve:
- arquitetura de funil,
- integração marketing + vendas + CRM,
- conteúdo e mídia AI-first,
- automações com governança,
- métricas conectadas a receita.
Nesse modelo, o time interno mantém visão, cultura e proximidade com o negócio, enquanto a parceira traz método, senioridade e repertório acumulado.
A decisão que realmente importa
A pergunta não é se o marketing será feito in-house ou com agência. A pergunta real é:
Quem garante que marketing, vendas, dados e IA operem como um sistema previsível de crescimento?
Maz
Empresas que crescem em 2026 não escolhem modelo olhando para custo imediato.
Escolhem olhando para governança, método e impacto sustentável.
Marketing deixa de ser despesa quando passa a ser sistema.